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Enjoy!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Da memória..
Depois de um ano, não lembrei-me do pin do telemóvel português. também não sei onde enfiei o puk, para desbloquear.. decerto em algum lugar, que não sou de jogar essas cenas fora.. mas decerto também em algum lugar no baú das coisas que não quero mexer.
Pois eram quatro números estúpidos, tão fáceis de lembrar.. aposto que se a TMN desse-me uma tentativa a mais, já dava.. hshs Mas pronto. Quando voltar ao baú ou a Portugal, cuido disso.. pra já tenho uma série de contaCtos, sms antigas e cenas giras trancadas dentro de um chip azul. Tásse.. é a vida.
Depois de um ano, não lembrei-me do pin do telemóvel português. também não sei onde enfiei o puk, para desbloquear.. decerto em algum lugar, que não sou de jogar essas cenas fora.. mas decerto também em algum lugar no baú das coisas que não quero mexer.
Pois eram quatro números estúpidos, tão fáceis de lembrar.. aposto que se a TMN desse-me uma tentativa a mais, já dava.. hshs Mas pronto. Quando voltar ao baú ou a Portugal, cuido disso.. pra já tenho uma série de contaCtos, sms antigas e cenas giras trancadas dentro de um chip azul. Tásse.. é a vida.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
"Cansei de monologar com minhas minhocas.."
Tenho a impressão de que quando falo ou escrevo sobre alguma ideia ela imediatamente pára de incomodar. Em tempos de silêncio, muitas delas habitam o mesmo espaço, em busca de uma saída, uma escapadela, uma comunicaçãozinha qualquer.
Há dias em que não se sabe o som dos pensamentos, em alguns nem o som da própria voz. Nestes a música embala as horas, que me embalam.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Ta aí, pessoal. O site ainda não está todo completo e funcionando às mil maravilhas, mas já dá pra ver e ter uma ideia do nosso trabalho.
www.portalsynergia.com
A revista está lá, na íntegra. Divirtam-se!
www.portalsynergia.com
A revista está lá, na íntegra. Divirtam-se!
sábado, 3 de outubro de 2009
Anda, Amanda. Já estou a voltar.
Essa semana foi semana de lançamento. Em breve coloco os detalhes por aqui.
Não estou conseguindo correr no tempo da internet - estou desacelerando.
Cansaço, pois. Mas já está a passar.
Frase que fica, para o fim de semana (e não é minha, mas deve ser de muitos, e não lembro ao certo, então adapto-a) "perde-se tanto ou mais tempo para reclamar quanto para fazer algo para mudar". Ou, à moda de mamãe: "não reclame que o gato está com o rabo debaixo do seu pé.." heheh
Estou contente - anoto para o futuro.
Até, Amanda.. Até.
Essa semana foi semana de lançamento. Em breve coloco os detalhes por aqui.
Não estou conseguindo correr no tempo da internet - estou desacelerando.
Cansaço, pois. Mas já está a passar.
Frase que fica, para o fim de semana (e não é minha, mas deve ser de muitos, e não lembro ao certo, então adapto-a) "perde-se tanto ou mais tempo para reclamar quanto para fazer algo para mudar". Ou, à moda de mamãe: "não reclame que o gato está com o rabo debaixo do seu pé.." heheh
Estou contente - anoto para o futuro.
Até, Amanda.. Até.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Socou a parede como quando socava os colegas da escola. Precaveu-se para não machucar demais, e para descarregar devidamente a pressão.
O corpo tem destas coisas, de exprimir de forma violenta o estresse por cada inspiração mal feita, cada noite mal dormida, cada sapo engolido. Por vezes uma alergia, outras gastrite. Uns gritam. Hoje, socou a parede. A parede permaneceu bem. Sem mágoas ou arranhões. A mão um pouco dorida, mas nada permanente. Não deve estar mais dorida do que as costas, que pesam as longas horas de trabalho sem descanso ou os pés, que já não encontram sítio dentro dos sapatos.
"Gostava de ter uma vida leve". Declarou, em voz alta, sentando-se na sanita, sem preocupar-se em levantar a tampa. Se lá estivesse e pudesse interferir, diria sem dó: "Vá, vá capinar, pegar a enxada, que essa cena passa". Não percebo esses tipos, que em meio ao cansaço extremo e inevitável dos grandes projetos, resolvem ter cenas depressivas... Como dizem por aí.. "Não aguenta? Bebe leite..".
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Esqueci de contar sobre a fantástica experiência de ter tomado picolé de Seriguela na Vila Mariana. Sorveteria que vende picolés de frutas do cerrado. Fora do comum, e muito bom =)
http://www.frutosdocerrado.com.br/
http://www.frutosdocerrado.com.br/
domingo, 13 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Lendo: On Writing by Stephen King: Obrigada, Victor.
Pensamento do momento: Palavras e músicas: a arte e sua assustadora força.
Jogando: Paciencia Spider.. E sim, eu devia estar a produzir umas coisitas, mas estou a precisar de descanso também.
Momentos em que a o corpo parece querer desprender-se de nós.. Agarro-me aos sentidos.. sentir é existir.
Pensamento do momento: Palavras e músicas: a arte e sua assustadora força.
Jogando: Paciencia Spider.. E sim, eu devia estar a produzir umas coisitas, mas estou a precisar de descanso também.
Momentos em que a o corpo parece querer desprender-se de nós.. Agarro-me aos sentidos.. sentir é existir.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Desde pequena sempre mudamos muito de casa. Mamãe sempre reclama das coisas que teve de deixar para trás, das coisas que teve de jogar fora durante as mudanças. Eu sempre gostei. Arrumar um novo canto, rediagramar e criar espaço, reencontrar coisas antigas. Gosto de ter casa, mas descobri em mim grande capacidade em chamar "casa" novos espaços; as pessoas criam os lares, e não o oposto.
Descubro também que com o tempo, não apenos gosto das mudanças, mas também passei a desejá-las e as achar necessárias para minha vida. De início, pensei que era um grave defeito não querer "parar quieta" em canto algum.. mas pra já acho que é parte de mim, de minha forma de lidar com o mundo. Ainda que goste de estar, estou sempre a pensar em ir. Devo ter um quê de pássaro, de nômade, impresso em mim (será o lado luso?). Talvez pela ludicidade das mudanças da infância e suas marcas em minha vida, talvez pelo gosto pela estrada, pessoas e lugares.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
III
"Fiquei um tempo sem pensar realmente nestas memórias. É sempre complicado relembrar.. sempre penso que talvez nem eu saiba ao certo o caminho todo.. As memórias costumam se misturar às fantasias, à literatura viva dentro de nós.. Mas prossigo.. é preciso prosseguir.
Eu estava num momento complicado de minha vida, antes de partir. Infeliz em casa, infeliz no emprego, com o coração apertado de dúvidas.. Já estava muito só. Eu estava só em meus planos, em minhas ideias e vontades.. e pouco me dava conta disso.. Queria sair, queria mudar, e deixei a roda da vida me levar.
Já nos primeiros dias em Portugal comecei a sentir o peso de minha escolha. O peso das dúvidas, da solidão. O peso de se ter toda a reponsabilidade de ter a vida em nossas mãos. O peso de não sentir-se parte de coisa alguma. De ser indispensável somente a nós mesmos, e não saber o que isso significa.
Foram dias difíceis, mas prossigo na história..
Estava a contar dos meus primeiros dias em Portugal..
Na segunda noite fomos ao Fado. Eu, Neimar, Nuno Ramos (que na altura dividia apartamento com Neimar), Frederico Carvalho (que me hospedou nos primeiros dois dias) e as "meninas russas". Se há algo que eu gostaria de ter e nunca tive, é o vídeo gravado naquela noite delas cantando. Explico. Fomos a esta casa de Fado, na qual os fadistas apareciam, da rua, entravam, cantavam e iam embora quando queriam. Um grupo deles estava lá a tocar a noite toda. Foi a primeira vez que eu ouvi fado, e logo aprendi a gostar e a entender um pouco mais este traço da cultura lusa. Comemos muito bem e barato (fator importante quando se viaja só e por conta própria), e no final uma das meninas pediu para que traduzíssemos aos fadistas a mensagem de que elas estavam muito gratas pela música, e que em troca gostariam de poder tocar, se eles pudessem emprestar o violão, músicas típicas da Rússia, como agradecimento. Foi simplesmente deslumbrante. Apesar de não entendermos uma única palavra naquela língua geralmente considerada rude aos ouvidos, ficamos todos muito emocionados com a expressividade e beleza da voz delas. Aquela noite fez-me entender por que as pessoas saem de suas casas, seus países, seus cantos para se aventurar em lugares totalmente novos, em condições nem sempre favoráveis.. fez-me entender por que eu estava ali, viajando, naquele exato momento. Tive muitos outros momentos que me fizeram ter essa sensação, mas este foi o primeiro de todos, e ficará para sempre em minha memória.
No meu terceiro dia conheci o Nuno Perestrelo. Mal sabia ele, ao me escrever peguntando "Que dizes a tomar um copo por aqui?", que eu tomaria muitos e muitos e muuuuitos copos ainda ao lado dele. Mal sabia ele que aqueles copos mudariam o rumo de nossas vidas.
Aliás, a vida tem dessas coisas. A cada escolha, cada caminho, um novo destino.. Se paramos de prestar atenção, pronto. Somos levados.
Fomos ao Bairro Alto, tomar um fino. Acabamos por tomar Superbock, se não me falha a memória. O Bairro Alto é o point lisboeta. Muitos bares, opções. Muita gente, barulho e diversão. "Nuno é jornalista, bom papo". Contei a ele que faria uma entrevista com o presidente de um banco, e logo começou a sarrear com minha cara, a falar mal do gajo.. pá.. que bobagem. Conversamos bastante, e na altura ele me contou que receberia, no dia seguinte, Josie, sua primeira hóspede pelo CouchSurfing. Estava preocupado com possíveis choques culturais (Josie é chinesa), com a falta de tempo dele, tendo em vista que trabalhava a tarde toda no jornal e teria folga somente em um dos dias da estada de Josie. Nuno mora na "grande Lisboa".. Habita uma cidade vizinha chamada Amadora, num bairro de nome engraçado, chamado Alfragide.
No dia seguinte à noite, convidou-me para ir a sua casa. Josie havia chegado e estava prestes a cozinhar um prato caseiro típico da China para Nuno e seus amigos. Foi uma noite memorável.
Além de comer muito bem, conheci alguns amigos de Nuno, o Singstar, e me diverti muito com todos. Josie não era uma chinesa típica. Era de Hong Kong, e estava estudando economia, se bem me lembro, em Roterdã pelo Erasmus. Combinamos de passear juntas por Lisboa na tarde do outro dia, e foi o que fizemos.
Muito preocupado com sua hóspede, todos os dias Nuno a levava até Belém ou até o centro, para que não tivesse de pegar ônibus, e depois de sair do jornal, a levava de volta pra casa. Então passeamos durante esse tempo. Nuno trabalhava, nós passeávamos. Atravessamos o Tejo de barco, comemos a pior pizza de nossas vidas na rua Augusta, andamos na feira de antiguidades em Belém, onde comprei um presente a uma amiga brasileira, que aliás até hoje não tive a oportunidade de entregar.. Andamos bastante, e conversamos muito. Falamos de nossas vidas, da vida dos outros, de como Lisboa era estranha, de como os portugueses falavam engraçado (foi peculiar ter essa conversa em inglês com uma chinesa).. depois sentamos numa das escadarias do Bairro Alto, perto do jornal do Nuno, e lá ficamos a esperá-lo sair, batendo papo e olhando as pessoas bebendo, conversando em diversas línguas diferentes sobre coisas iguais.
No dia seguinte fomos ao jantar mensal do Couchsurfing em Lisboa. Josie e eu, eu e Josie, já que Nuno, para variar, trabalhava. (talvez a ordem dos dias esteja equivocada, mas agora tanto faz). Pedi Bacalhau a Brás e fui muito feliz. Neimar, que também lá estava, pediu Alheira. Experimentei também. Não lembro ao certo o nome do restaurante. Lembro-me apenas que nos encontramos todos em volta da estátua de Fernando Pessoa, no Brasileira, e de lá caminhamos ladeira acima, até chegar. Na volta, a mesma coisa, ladeira abaixo.
Foram dias bacanas. Eu já estava hospedada na casa de um casal argentino, onde fiquei por uma semana. Carolina e Luciano têm um filho, chamado Federico. Fui muito bem recebida naquela casa. Era fácil conviver com eles, agradável. Trataram-me muito bem e me ajudaram muito a me estruturar diante das primeiras dificuldades que encontrei (estresse, no caso). Eu tinha a tal da entrevista para fazer. A primeira da minha vida. Eu que nem formada era, tinha aceitado a oportunidade (não gosto muito de deixá-las passar) de entrevistar o presidente de um banco para a revista em que eu trabalhava no Brasil, antes de ir viajar. Essa situação causou-me algum desagrado. Quando fui à entrevista, na sexta-feira, eu já sentia-me estafada, e a insegurança estava a crescer. Insegurança em relação a tudo.. já começava a questionar meu papel ali.. a questionar o cansaço, a solidão, a caminhada que estava por começar, e já me cansava absurdamente.
A entrevista deu certo. O gajo, como lá dizem, me atendeu super bem. Ignorou o fato de eu estar de jeans e all star, carregando meu notebook numa mochila preta da Riska.. Eu estava tensa. Muito tensa. Perguntei tudo o que queria, prestei atenção a todas as palavras, anotei o que achava necessário, e o resto deixei para o gravador que, para sorte da iniciante, não gravou nada - o que causou-me grande transtorno posteriormente..
O estresse seguinte foi tentar descobrir como chegar até Chaves, local onde entrevistaria o dono do Hotel Forte de São Francisco. Eu estava em Lisboa, ávida para andar de trem, mas trajeto direto não existia. Depois de muito penar procurando na internet, o Luciano me acalmou e procurou para mim. Fui de ônibus na segunda-feira cedo para um dos lugares mais bonitos de Portugal.
Ao sair de Lisboa, saí com a impressão de que era o lugar mais esquisito da face da terra. Saí contente por ter saído, e meio triste por não ter sido nada do que eu esperava. Num dos dias, por puro estresse e cansaço, saí da cama tarde para andar. Peguei o Eléctrico 15 (atração turística) pra direção errada. Eu estava em busca da "Feira da Ladra", e no fim do dia achei que tinham é me roubado a feira. O eléctrico deixou-me no meio do nada. Quando desci, percebi que estava sem celular e sem passaporte; havia esquecido tudo. Fiquei nervosa, estava perdida e sem mapa, me sentido estúpida. Andei por uma hora até chegar ao Tejo. Raivosa, fui andando pela orla até chegar em casa. Cheguei de volta umas 16h.
Deitei por meia hora, como num ritual; acordei de novo, e saí outra vez, pensando que "agora vai dar certo". Não lembro o que eu fiz.. talvez tenha ido à Belém comer pasteis ou tomar um fino em algum lugar, encontrar o Nuno.. Não importa. Hoje sei que meu despreparo físico (por conta do número incontável de ladeiras que subi e desci naquela cidade) e psíquico comprometeram um tanto meus primeiros contatos com Lisboa. Até hoje as memórias desta primeira semana são um tanto controversas.. Acredito cada dia mais, principalmente depois de ter retornado à cidade e tê-la conhecido melhor, que o problema estava o tempo todo dentro de mim. Amo Lisboa, Portugal. Hoje mesmo voltaria para lá num piscar de olhos, só para subir aquelas colinas e olhar o mar."
Eu estava num momento complicado de minha vida, antes de partir. Infeliz em casa, infeliz no emprego, com o coração apertado de dúvidas.. Já estava muito só. Eu estava só em meus planos, em minhas ideias e vontades.. e pouco me dava conta disso.. Queria sair, queria mudar, e deixei a roda da vida me levar.
Já nos primeiros dias em Portugal comecei a sentir o peso de minha escolha. O peso das dúvidas, da solidão. O peso de se ter toda a reponsabilidade de ter a vida em nossas mãos. O peso de não sentir-se parte de coisa alguma. De ser indispensável somente a nós mesmos, e não saber o que isso significa.
Foram dias difíceis, mas prossigo na história..
Estava a contar dos meus primeiros dias em Portugal..
Na segunda noite fomos ao Fado. Eu, Neimar, Nuno Ramos (que na altura dividia apartamento com Neimar), Frederico Carvalho (que me hospedou nos primeiros dois dias) e as "meninas russas". Se há algo que eu gostaria de ter e nunca tive, é o vídeo gravado naquela noite delas cantando. Explico. Fomos a esta casa de Fado, na qual os fadistas apareciam, da rua, entravam, cantavam e iam embora quando queriam. Um grupo deles estava lá a tocar a noite toda. Foi a primeira vez que eu ouvi fado, e logo aprendi a gostar e a entender um pouco mais este traço da cultura lusa. Comemos muito bem e barato (fator importante quando se viaja só e por conta própria), e no final uma das meninas pediu para que traduzíssemos aos fadistas a mensagem de que elas estavam muito gratas pela música, e que em troca gostariam de poder tocar, se eles pudessem emprestar o violão, músicas típicas da Rússia, como agradecimento. Foi simplesmente deslumbrante. Apesar de não entendermos uma única palavra naquela língua geralmente considerada rude aos ouvidos, ficamos todos muito emocionados com a expressividade e beleza da voz delas. Aquela noite fez-me entender por que as pessoas saem de suas casas, seus países, seus cantos para se aventurar em lugares totalmente novos, em condições nem sempre favoráveis.. fez-me entender por que eu estava ali, viajando, naquele exato momento. Tive muitos outros momentos que me fizeram ter essa sensação, mas este foi o primeiro de todos, e ficará para sempre em minha memória.
No meu terceiro dia conheci o Nuno Perestrelo. Mal sabia ele, ao me escrever peguntando "Que dizes a tomar um copo por aqui?", que eu tomaria muitos e muitos e muuuuitos copos ainda ao lado dele. Mal sabia ele que aqueles copos mudariam o rumo de nossas vidas.Aliás, a vida tem dessas coisas. A cada escolha, cada caminho, um novo destino.. Se paramos de prestar atenção, pronto. Somos levados.
Fomos ao Bairro Alto, tomar um fino. Acabamos por tomar Superbock, se não me falha a memória. O Bairro Alto é o point lisboeta. Muitos bares, opções. Muita gente, barulho e diversão. "Nuno é jornalista, bom papo". Contei a ele que faria uma entrevista com o presidente de um banco, e logo começou a sarrear com minha cara, a falar mal do gajo.. pá.. que bobagem. Conversamos bastante, e na altura ele me contou que receberia, no dia seguinte, Josie, sua primeira hóspede pelo CouchSurfing. Estava preocupado com possíveis choques culturais (Josie é chinesa), com a falta de tempo dele, tendo em vista que trabalhava a tarde toda no jornal e teria folga somente em um dos dias da estada de Josie. Nuno mora na "grande Lisboa".. Habita uma cidade vizinha chamada Amadora, num bairro de nome engraçado, chamado Alfragide.
Além de comer muito bem, conheci alguns amigos de Nuno, o Singstar, e me diverti muito com todos. Josie não era uma chinesa típica. Era de Hong Kong, e estava estudando economia, se bem me lembro, em Roterdã pelo Erasmus. Combinamos de passear juntas por Lisboa na tarde do outro dia, e foi o que fizemos.Muito preocupado com sua hóspede, todos os dias Nuno a levava até Belém ou até o centro, para que não tivesse de pegar ônibus, e depois de sair do jornal, a levava de volta pra casa. Então passeamos durante esse tempo. Nuno trabalhava, nós passeávamos. Atravessamos o Tejo de barco, comemos a pior pizza de nossas vidas na rua Augusta, andamos na feira de antiguidades em Belém, onde comprei um presente a uma amiga brasileira, que aliás até hoje não tive a oportunidade de entregar.. Andamos bastante, e conversamos muito. Falamos de nossas vidas, da vida dos outros, de como Lisboa era estranha, de como os portugueses falavam engraçado (foi peculiar ter essa conversa em inglês com uma chinesa).. depois sentamos numa das escadarias do Bairro Alto, perto do jornal do Nuno, e lá ficamos a esperá-lo sair, batendo papo e olhando as pessoas bebendo, conversando em diversas línguas diferentes sobre coisas iguais.
No dia seguinte fomos ao jantar mensal do Couchsurfing em Lisboa. Josie e eu, eu e Josie, já que Nuno, para variar, trabalhava. (talvez a ordem dos dias esteja equivocada, mas agora tanto faz). Pedi Bacalhau a Brás e fui muito feliz. Neimar, que também lá estava, pediu Alheira. Experimentei também. Não lembro ao certo o nome do restaurante. Lembro-me apenas que nos encontramos todos em volta da estátua de Fernando Pessoa, no Brasileira, e de lá caminhamos ladeira acima, até chegar. Na volta, a mesma coisa, ladeira abaixo.A entrevista deu certo. O gajo, como lá dizem, me atendeu super bem. Ignorou o fato de eu estar de jeans e all star, carregando meu notebook numa mochila preta da Riska.. Eu estava tensa. Muito tensa. Perguntei tudo o que queria, prestei atenção a todas as palavras, anotei o que achava necessário, e o resto deixei para o gravador que, para sorte da iniciante, não gravou nada - o que causou-me grande transtorno posteriormente..
O estresse seguinte foi tentar descobrir como chegar até Chaves, local onde entrevistaria o dono do Hotel Forte de São Francisco. Eu estava em Lisboa, ávida para andar de trem, mas trajeto direto não existia. Depois de muito penar procurando na internet, o Luciano me acalmou e procurou para mim. Fui de ônibus na segunda-feira cedo para um dos lugares mais bonitos de Portugal.
Ao sair de Lisboa, saí com a impressão de que era o lugar mais esquisito da face da terra. Saí contente por ter saído, e meio triste por não ter sido nada do que eu esperava. Num dos dias, por puro estresse e cansaço, saí da cama tarde para andar. Peguei o Eléctrico 15 (atração turística) pra direção errada. Eu estava em busca da "Feira da Ladra", e no fim do dia achei que tinham é me roubado a feira. O eléctrico deixou-me no meio do nada. Quando desci, percebi que estava sem celular e sem passaporte; havia esquecido tudo. Fiquei nervosa, estava perdida e sem mapa, me sentido estúpida. Andei por uma hora até chegar ao Tejo. Raivosa, fui andando pela orla até chegar em casa. Cheguei de volta umas 16h.
Deitei por meia hora, como num ritual; acordei de novo, e saí outra vez, pensando que "agora vai dar certo". Não lembro o que eu fiz.. talvez tenha ido à Belém comer pasteis ou tomar um fino em algum lugar, encontrar o Nuno.. Não importa. Hoje sei que meu despreparo físico (por conta do número incontável de ladeiras que subi e desci naquela cidade) e psíquico comprometeram um tanto meus primeiros contatos com Lisboa. Até hoje as memórias desta primeira semana são um tanto controversas.. Acredito cada dia mais, principalmente depois de ter retornado à cidade e tê-la conhecido melhor, que o problema estava o tempo todo dentro de mim. Amo Lisboa, Portugal. Hoje mesmo voltaria para lá num piscar de olhos, só para subir aquelas colinas e olhar o mar."quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Finalmente, fotos no picasa. Muitas. Quase todas. As que importam.
Visitem. Aposto que ninguém viu nem metade ainda. lol
http://picasaweb.google.com.br/avoltolini
Visitem. Aposto que ninguém viu nem metade ainda. lol
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